A implementação BIM em organizações e projetos surge como um processo complexo, que deve ser abordado de forma estruturada e sistematizada. As organizações devem ser capazes de mapear processos, identificar trocas de informação, adaptar as suas estruturas organizativas e implementar metodologias e planos de execução BIM integrados. Transversalmente a todos estes desafios surge a necessidade da normalização BIM. Este é um ponto crítico, cuja complexidade exige especial cuidado, mas que contribui de forma decisiva para alavancar a vantagem competitiva permitida pela utilização integrada do BIM.

A elaboração de um normativo europeu e nacional assume assim especial importância, devendo uniformizar processos, prever riscos, alinhar interações ao longo do ciclo do empreendimento, apoiar as partes na execução dos trabalhos e garantir a legalidade e distribuição de responsabilidades ao longo do ciclo de vida do empreendimento de construção.

No que diz respeito a normas internacionais, o estado do desenvolvimento é já de alguma maturidade. Diversas normas já estão disponíveis ou em fase avançada de desenvolvimento. Naturalmente são de realçar as normas ISO: ISO 29481-1/ ISO 29481-2 (Building information modelling - Information delivery manual); ISO 16739 (Industry Foundation Classes- IFC) e ISO 12006-3 (Building construction - Organization of information about construction works). Para além destas, existem diversas normas ou guidelines que refletem as estratégias de implementação BIM de vários países. Dentro destas são de realçar:

·       Singapore BIM guide, desenvolvido por Singapura, que foi um dos primeiros países a avançar com um programa de implementação BIM a nível nacional (os primeiros desenvolvimentos começaram em 1999, através do programa Corenet) e estabeleceu como meta a adoção BIM obrigatória em 2015;

·       National Building Information Modelling Standards, desenvolvidos pelo National Institute of Building Science dos Estados Unidos da América, que representa o culminar de inúmeras iniciativas BIM americanas que iniciaram em 2003 com o National 3D-4D-BIM program da General Service Administration (GSA);

·       National Common BIM requirements (COBIM), guideline publicada em 2007 pela organização pública Senate Properties finlandesa. Desde 2001 que esta entidade desenvolve projetos piloto que culminaram numa crescente generalização do BIM a nível nacional;

·       PAS1192-2 Specification for information management using BIM e também o AEC (UK) BIM protocol, impulsionados pelo Cabinet Office britânico, responsável pelas metas estratégicas entretanto estabelecidas de utilização BIM obrigatória a partir de 2016 (a partir desta data todos os projetos públicos têm que demonstrar nível 2 de implementação BIM);

·       Statsbygg BIM manual, desenvolvido pela Statsbygg, uma agência governamental norueguesa que desde 2011 usa o BIM para todos os seus projetos;

·       São ainda de referir alguns outros países que já possuem normas e guidelines BIM como a Dinamarca, a Holanda, Coreia do Sul, Hong Kong, Austrália, etc.